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Murilo Dias

A HISTÓRIA DE UM CRAQUE - Um mago chamado Valdivia

Postado por Murilo Dias em segunda-feira, 26 de julho de 2010

Êo, êo, o Valdivia é o terror!

Em 2006 o Palmeiras contratou certo jogador chamado Jorge Luis Valdivia Toro...
Muitos, quando viram, pensaram: quem é esse chileno cabeludo? Poucos sabem, mas o ídolo do Palmeiras em 2008 nasceu na Venezuela mas naturalizou-se chileno
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Ele só veio com uma coisa, na verdade, um apelido. Chegava ao Palmeiras um herói, um craque, um Mago chamado Valdivia. E outra curiosidade é que no começo da carreira, Valdivia já mostrava seu temperamento abrasador. Com apenas 18 anos, o estressadinho Mago agrediu um juiz, o que lhe rendeu 16 jogos de suspensão.
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Um fato engraçado em sua carreira se sucedeu em uma partida contra o rival do Colo-Colo, Universidad Católica. No jogo, os jogadores se envolveram em uma briga. Porem, Valdivia com todo seu charme, foi até uma câmera de televisão, posicionada na lateral do campo, e disse que o juiz iria expulsa-lo. Dito e feito.
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No dia 13/8/2006 começava a carreira de um novo ídolo no Verdão. O adversário era o Botafogo no Maracanã. E o Valdivia nem começou jogando. Entrou no lugar de outro ídolo, Edmundo, e já no primeiro jogo, mostrou ser um jogador diferenciado.
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Com o Caio Jr no time, Valdivia explodiu. Se tornou titular e camisa 10 do Palmeiras. Uma missão difícil, pois honrar uma camisa que já foi vestida por Ademir da Guia, Alex e Djalminha, sempre é complicado. Mas com toda sua irreverência, nosso Mago “driblou” mais um obstáculo. O primeiro gol dele foi contra o Rio Branco, no Paulistão de 2007. Esse ano foi também, o ano que Valdivia ganhou o premio de melhor meio esquerdo do Campeonato.
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2008 tinha tudo para ser o ano do Palmeiras.
Alem de contratar um dos melhores técnicos do Brasil, o Palmeiras havia fechado o contrato com uma empresa, Traffic, que seria uma parceira financeira do Palmeiras.
Bons e conhecidos jogadores vieram... E outros nem tanto... Mas outro jogador veio.
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Um tal de Kleber Giacomance de Souza Freitas, mais conhecido como Gladiador. Não vou falar muito dele agora, pois pretendo em breve fazer um texto especial para ele.
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Valdivia e Kleber... Um Mago e um Gladiador. Apoiados por um Santo e um Guerreiro. Estava montada a seleção do Palmeiras, completada por Henrique, Gustavo, Leandro, Elder Granja, Diego Souza, Martinez e Alex Mineiro.
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Voltando a falar do camisa 10 do ano passado, Valdivia, sempre jogou com seu sorriso no rosto. Sempre com sua irreverência e seu carisma, o Mago sempre ajudou o Verdão a sair vitorioso do campo. Uma curiosidade que comprova isso é que em todas as partidas que Valdivia fez um gol, o Palmeiras não perdeu. Foram 24 gols, nesses jogos, o Palmeiras ganhou 21 e empatou 3. Em mais ou menos 2 anos no Palmeiras, Valdivia não fez só gols e ganhou títulos. Ele conquistava a exigente torcida do Palmeiras. Tarefa difícil, mas o Mago tirou de letra.
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Depois da conquista do Paulista, único titulo do Valdivia pelo Palmeiras, e agora carequinha. O Mago, que alem de bailar sobre seus adversários, conquistava cada vez mais torcedores. Só de ver Valdivia jogar era um espetáculo a parte. Fazendo jus à frase “Nós ganhamos, fora o baile.”
O Mago continuava a jogar. Mas sua estrela foi-se apagando. Nunca vai deixar de brilhar, mas Valdivia não jogava mais sorrindo. Pelo amor que ele sentia pelo clube, parecia que o Mago estava prevendo o pior
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Um jogador que diz que o Palmeiras é a sua casa. Que canta “Ê Palmeiras minha vida é você”, merece ser eternizado.
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Muitos sabem que o Valdivia escreveu uma carta para o Palmeiras. Primeiro havia pensado em pegar apenas alguns trechos da carta. Mas ao ler, percebi que tudo que ele falou é indispensável.
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"Querida nação palmeirense, Como todos sabem, estou deixando o Palmeiras. Mas saio feliz porque tenho a certeza de que fiz um grande trabalho aqui. E saio agradecendo muito ao Palmeiras porque sei que foi aqui que meu futebol apareceu para o mundo.
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Sou muito grato a todos deste clube. E muito grato a você, torcedor, que me deu o carinhoso apelido de Mago. Deixo o Palmeiras porque como profissional do futebol, marido e pai, não posso deixar passar esta oportunidade de conquistar a segurança financeira para minha família. Neste momento, este é meu maior desejo, por isso tomo esta decisão. Fico muito contente em saber que para o clube também foi um bom negócio.
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Se um dia o futebol brasileiro me quiser de volta, é a esta casa que quero voltar. Sei que os que aqui ficaram têm todas as condições de fazer o Palmeiras campeão. E do outro lado do mundo estarei torcendo pelo time, pelos meus companheiros, pela comissão técnica, dirigentes e principalmente por você, torcedor palmeirense.
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Obrigado por tudo,
Mago Valdivia"
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Não perdemos só um jogador. Perdemos um craque, perdemos um ídolo.
Perdemos o Mago chamado Valdivia.
Ao ler meu texto, a única coisa que consigo pensar e falar é: VOLTA VALDIVIA!
Essa é a triste história de um jogador que só nos deu alegrias!
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Mas agora ele voltou! E trouxe toda a esperança e habilidade que levou quando saiu! Emocionado eu escrevo essas palavras, e não consigo pensar em mais nada, além de: OBRIGADO VALDIVIA! OBRIGADO DIRETORIA! OBRIGADO ETERNOS PALESTRINOS!

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A HISTÓRIA DE UM BIGODE - Ou de seu dono, Felipão

Postado por Murilo Dias em domingo, 13 de junho de 2010

Há muitos e muitos séculos atrás, nascia um líder, um chefão, um perfeito comandante. Saiu vitorioso de muitas guerras, se tornou um herói. Mas um dia, esse “Poderoso Chefão” morreu, e sua característica marcante, o bigode, havia ficado na memória do povo por muito tempo.
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Até que uma esperança renasce. Ou melhor, a reencarnação desse líder veio ao mundo. E isso aconteceu no dia 9 de novembro de1948. Era Luiz Felipe Scolari que nascia este dia. A cidade de Passo Fundo, RS, foi o berço de Felipão.
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Poucos sabem, mas nosso Big Phil foi jogador de futebol antes de ser técnico. Começou sua carreira no time Aimoré, de São Leopoldo, com 17 anos de idade. Se interessou pelo futebol por causa de seu pai, Benjamim Scolari, que também foi jogador. Ambos zagueiros. Felipão não se destacou pela habilidade, mas sim pelo perfil de liderança dentro de campo. Era um Guerreiro. Jogava para o time, e não para se destacar.
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Após jogar no Aimoré, Big Phil foi contratado pelo Caxias do Sul, e ficou lá por sete anos. Migrou por clubes da Região Sul do Brasil como Novo Hamburgo e Juventude. Depois, foi para o CSA de Alagoas, onde em 1980 conquistou seu primeiro e único time como jogador. Se aposentou em 1982.
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Nosso querido Scolari se tornou um professor, literalmente. Fez faculdade de Educação Física e deu aulas na Escola A.J. Renner, em Montenegro, cidade do Rio Grande do Sul. Mas essa carreira durou pouco tempo.
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No mesmo ano que se aposentou, Felipão foi contratado pelo CSA, para ser treinador. E logo conquistou o Campeonato Alagoano. Após deixar o CSA, Felipão voltou a Região Sul para migrar novamente, desta vez como técnico, por vários times gaúchos. Treinou, por duas vezes o Juventude, Brasil de Pelotas, Pelotas e Grêmio onde foi campeão do Campeonato Gaúcho de 1987.
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Dois anos depois foi para o Kuwait, sendo campeão da Copa do Emirado com o Al Qadisiya e campeão da Copa da Ásia com a Seleção do mesmo país.
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Ficou por três anos no Kuwait. Após este período, se transferiu para o Criciúma, levando o time a conquista da Copa do Brasil. Reconhecido nacional e mundialmente, voltou para o Oriente Médio, desta vez, para o Al-Ahli. Voltou para o Al Qadisiya, do Kuawait, mas não foi vitorioso como na primeira passagem.
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Em 1993, voltou para o Brasil, voltou para o Rio Grande do Sul e voltou para o Grêmio. E agora sim, conquistou inúmeros títulos de expressão, como a Copa do Brasil 1994 e a Copa Libertadores da América de 1995 e o Campeonato Brasileiro de 1996.
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Japão. Nova casa de Felipão, que treinou o Júbilo Iwata. Mas por pouco tempo, pois seu verdadeiro lar o esperava. A verdadeira armadura do Lendário Guerreiro era Verde. Ele veio, e gravou seu nome na história não de um time, mas de uma SOCIEDADE ESPORTIVA! Transferiu-se para o Palmeiras, e foi campeão da Copa do Brasil de 1998 e da Copa Libertadores da América de 1999. Pouco tempo e tantas histórias. Saiu, em 2000, após a final da Libertadores do mesmo ano, onde o Palmeiras foi vice-campeão.
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Cruzeiro, mesmas origens Palestrinas, mas não era a mesma coisa. Por isso, ficou por um período muito curto por lá. Apenas um ano. Foi para a Seleção Brasileira, onde sagrou-se Campeão do Mundo em 2002.
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No ano seguinte, Felipão trocou de Seleção, pois queria treinar um time, ou seleção, da Europa. E o convite da Federação Portuguesa de Futebol veio bem a calhar. Na Terra do “ora pois”, Felipão não foi Campeão, mas levou a Seleção Portuguesa para a final da Eurocopa de 2004. Dois anos depois, chegou até as semifinais da Copa do Mundo de 2006. Na Copa, Portugal ficou na 4ª colocação, após perder a disputa pelo terceiro lugar para a Alemanha. Mesmo com a quarta colocação, a campanha da Copa do Mundo de 2006 foi bastante comemorada, pois a Seleção de Portugal não chegava à uma semi-final desde 1966.
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Na Eurocopa de 2008, Portugal foi eliminado pela Alemanha, e assim, Felipão se transferiu para a Inglaterra, mas desta vez não para Seleção, e sim para o Chelsea. Porém, a relação dele com seus jogadores e até mesmo com a diretoria, fizeram com que Big Phil fosse demitido do time inglês, um ano e poucos meses após sua contratação. Pela quebra de contrato, Felipão recebeu nada mais, nada menos que 15 milhões de libras.
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Alguns meses depois de sua demissão, Felipão acertou sua transferência para o Uzbequistão. Treinou o Bunyodkor. Seu contrato, a principio era de 18 meses. Porém, ficou por um ano e 3 dias no comando do clube, conquistando neste período o Campeonato Uzbeque.
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Após assinar contrato com uma emissora de televisão para ser comentarista da Copa do Mundo de 2010, Luiz Felipe “Bigodon” Scolari voltou. Sua armadura o esperava. Sua espada. Sua hombridade. Tudo foi guardado com enorme carinho no coração de cada Palmeirense. E ele retorna. Temos soldados. Temos um Santo. Temos um Guerreiro. Também temos um Gladiador. Vamos voltar a Era Medieval. Nosso time estaria completo, faltando apenas um Mago para termos um time, um grupo, um exercito imbatível. Tudo sob o olhar atento de Luiz Felipe Scolari e seu fiel escudeiro, também bigodudo, Murtosa.

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HONRAR O MANTO - A missão de um Gladiador!

Postado por Murilo Dias em quarta-feira, 2 de junho de 2010

O bom filho, à casa torna. Mais um Guerreiro, és um Gladiador! Esse sim irá defender com unhas e dentes o manto da Casa Azurra

Kleber Giacomace de Souza Freitas nasceu no dia 12 de agosto de 1983, em Osasco. Seu pai, José Bonifacio e sua mãe Marlene sabiam que ali estava nascendo um garoto que iria ser campeão.
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A primeira escolinha de futebol em que ele participou foi a do Seno. Seu Ari, primeiro técnico de Kleber, logo percebeu que ele tinha muito futuro, e queria ver seu mini craque conquistando o Brasil com seu futebol. Kleber disse que uma das grandes alegrias é que, antes de falecer, Ari ainda o viu jogando pelo São Paulo.
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Falando nos nossos vizinhos de muro, Kleber se transferiu para o Morumbi num jogo entre o Seno x São Paulo. O técnico do São Paulo era amigo de Ari, e percebeu que Kleber era um jogador diferenciado. Um jogador que demonstrava raça em campo e faro de artilheiro. Ele se encaminhava para um futuro profissional.
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Já no time A do São Paulo, Kleber continuava fazendo muitos gols, tanto que se tornou vice-artilheiro da Copa Sul-americana de 2003, com 5 gols. Com todo esse prestigio, era uma questão de tempo que uma proposta vinda do exterior chegasse às mãos do K30. E elas chegaram. No inicio de 2004, Kleber recebeu uma proposta irrecusável do Dínamo de Kiev. E assim, se transferiu para o clube ucraniano.
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Na Ucrânia, conseguiu muito títulos. E o mais importante, ganhou experiência. Sua raça, coragem, força, determinação e técnica foram ampliadas ao extremo. E o franzino jogador do Sene, tornava-se O GLADIADOR!
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Suas conquistas no Dínamo foram: Campeão Ucraniano de 2004 e 2007 e as Copa da Ucrânia dos anos 2005, 2006 e 2007.
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O Palmeiras em 2008 estava formando um time para ser campeão. Já tínhamos um Mago no time. Também já tínhamos um guerreiro. E para melhorar nossa vida, o Santo estava de volta.
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Porem... Havia desembarcado no Palestra, um baixinho robusto. E como outro ídolo alviverde, Valdívia, havia chegado apenas com seu apelido. O Gladiador.
Assim como o Mago, Kleber não demorou a cair na graças da apaixonada torcida do Palmeiras. E como retribuição por todo o carinho demonstrado pelos Palmeirenses, Kleber declarou amor à instituição Palmeiras e a todos os torcedores. Além de honrar o manto sagrado alviverde como poucos.
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Ele transformou o Palestra numa Arena de batalha. E há tempos nós precisávamos de um gladiador. Que lutasse pelo Palmeiras. E foi por isso que houve toda essa identificação.
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Os jogos contra nossos arquiinimigos era visível a dedicação do Gladiador. Enquanto Valdívia brincava com os adversários, Kleber os destruía. E destruía literalmente. Nunca ninguém vai esquecer o dia do jogo em que Kleber fez o Andre Dias cair. Cair não, virar purpurina.
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O ano foi se passando. Mas o amor recíproco nosso com Kleber não. Em todas as partidas ele jogou não só por ele. Ele jogou por todos os 15 milhões de Palmeirenses, que o apoiavam. Mas Kleber não conseguia levar o time nas costas. Alias, era impossível, mesmo com a forte ajuda de Marcos e Pierre.
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O Mago havia saído. E parece que o brilho do time também. O Gladiador, O Guerreiro e O Santo não foram suficientes para tornar o Palmeiras Campeão Brasileiro. Mas jogaram muito bem, e para 3 jogadores, a conquista da vaga da Libertadores foi muito gratificante. E é extremamente errado falar que só fomos para a Libertadores por causa da derrota do Flamengo. E todos os outros jogos? E todas as outras vitórias? A mente limitada de vocês, os impede de perceber que fomos para a Libertadores por causa de todos os nossos triunfos, e não por causa do ultimo jogo?
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Libertadores garantida, mas o Kleber ainda não. Depois de uma difícil negociação com o Dínamo de Kiev, Kleber infelizmente não ficaria para a temporada de 2009. Benditos 8 milhões...
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Todos achavam que ele iria voltar para a Europa, mas no ultimo minuto, o Cruzeiro apareceu. E levou. Levou Kleber, e mais alguns milhões. O Dínamo queria um atacante para disputar a Copa da Uefa. E o Cruzeiro tinha o Guilherme, novo, mas um ótimo jogador.
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Mesmo jogando por outro time, coincidentemente, da mesma origem que o Palmeiras, Kleber nunca esqueceu sua antiga casa. E nós, Palmeirenses, nunca o esqueceremos também.
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A diretoria também não esqueceu. Belluzzo disse que ainda em sua gestão, Kleber voltaria. Eu confio nele, e confio na volta do Gladiador. Porque, mesmos com esses 7 meses passados, ainda sinto um vazio. É a falta de Kleber no Palestra. É a falta de ver ele indo aos trancos e barrancos até o gol. É a falta de um Gladiador.
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Chegou desconhecido e saiu como um herói. Depois de todas as batalhas travadas, depois de todas as batalhas vencidas. Perdemos nosso ídolo. Não perdemos um simples atacante. Perdemos nosso Gladiador.
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Mas agora ele voltou, para o lugar de onde nunca deveria ter saído. Desde 2008, pedimos sua volta, e agora que fique por muitos anos.
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BEM VINDO DE VOLTA, GLADIADOR!

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O BRASIL DE EDMUNDO - E o mundo do Animal

Postado por Murilo Dias em sexta-feira, 21 de maio de 2010

Saiba como surgiu o ANIMAL DO PALESTRA!

No dia 2 de abril de 1971, nascia um jogador que ficaria marcado no Brasil e no mundo por suas atuações dentro e fora de campo. No dia 2 de abril de 1971 nascia Edmundo, o eterno Animal alviverde e cruzmaltino.
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Edmundo Alves de Sousa Neto nasceu em Niterói. Seu pai, Reinaldo Alves de Souza, barbeiro, e sua mãe, Sirley, caixa de açougue não puderam dar a Edmundo uma infância “rica”. Primeiro neto homem da família, nosso ídolo recebeu o nome de seu avô materno, e tornou-se o xodó da casa. Edmundo tem uma irmã mais velha chamada Ana Cláudia e um irmão caçula chamado Luiz Carlos.
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Dinho, primeiro apelido do craque, viveu toda sua infância numa casa na Rua Teixeira de Freitas, Fonseca, em Niterói. Edmundo já era muito bom no futebol, mas dominava muito bem outras áreas. Surpreendentemente nosso Animal era craque em matemática e não fazia feio no Coral de Natal do Colégio Anchieta, onde estudou. Seu sonho, quando criança era ser engenheiro. Mas Deus tinha trilhado outro caminho para Edmundo.
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Como seus pais trabalhavam fora de casa, a maior parte do dia, o Animal vivia na casa da avó materna, Dona Candinha. Para sorte de Dinho, do lado da casa da avó havia um campinho de futebol. Edmundo chegava a matar aula para jogar bola. Sua avó, preocupada com o craque, levava uma canequinha com café com leite e pão para o neto. Alimentado, o jovem jogador não saia do campinho por nada.
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Apesar de ser inteligente, Edmundo vivia com a cabeça no futebol, e não na escola. Por isso, repetiu por três vezes a 5ª série. E abandonou os estudos.
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Vamos agora falar do que Edmundo melhor sabe fazer. Futebol.
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Sua carreira começou no time de futsal do clube Fonseca, em Niterói. Porém, em 1982, com 9 anos, seu professor de judô levou o mini-craque para o Vasco. Jogou no clube cruzmaltino até o ano de 1986, onde foi emprestado ao Botafogo e reemprestado ao Fluminense. Com 18 anos, em 1991, voltou ao Vasco, onde no dia 25 de agosto do mesmo ano Edmundo começava a se destacar no mundo do futebol. Contra o Botafogo, vestindo a camisa 16 do Vasco, ele driblou quatro jogadores e o goleiro, marcando um golaço.
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Estreou como titular graças ao técnico Nelsinho Rosa. E Edmundo começou com sorte. Seu primeiro jogo, contra o Corinthians, terminou 4 x 1 para o clube carioca. Graças a uma dupla de sucesso com Bebeto, Edmundo consagrou-se a revelação do Campeonato Brasileiro de 1992. Grandes atuações levaram Edmundo a Seleção Brasileira. Mas desta vez Edmundo não teve sorte na estréia e o Brasil acabou perdendo para o Uruguai por 1 x 0.
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Em 1993, o Animal, que já recebeu apelidos como Chumbinho e Galinha Molhada, foi contratado por 2 milhões de dólares pelo Palmeiras. Passou no Alviverde Imponente um dos melhores momentos de sua carreira. O Palmeiras de 1993 foi um dos melhores da história do clube. Edmundo e seus companheiros fizeram de 93 o ano do Palmeiras. Campeonato Paulista, Brasileiro e um Torneio Rio-São Paulo. No ano seguinte uma verdadeira seleção de craques levou o Palmeiras ao Bi Paulista e Brasileiro.
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Foi em São Paulo, pelo Verdão que Edmundo ganhou o apelido de Animal. O narrador Osmar Santos. O locutor dava apelidos aos melhores da rodada, e foi assim que Edmundo ganhou seu famoso codinome. Infelizmente, seu apelido ganhou um duplo sentido, graças ao seu temperamento nada amigável e um costume de levar cartões vermelhos.
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A saída de Edmundo do Palmeiras não foi nada tranqüila. Problemas com o técnico Vanderlei Luxemburgo e com jogadores Rincón, Antônio Carlos e o craque Evair, fizeram com que Edmundo recusasse a proposta de renovação de contrato feita pela diretoria Alviverde.
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O Animal foi contratado pelo Flamengo. Chegou com o merecido status de craque e fez parte do ataque dos sonhos do Flamengo, que completava 100 anos em 1995. Esse ano tinha tudo para ser um dos melhores de sua carreira, mas não foi. Pelo contrario. Após chutar uma câmera de televisão na partida entre Palmeiras e Nacional-EQU pela Copa Libertadores, o jogador chegou a ter a prisão decretada no Equador. Para piorar seu ano, no dia 2 de dezembro daquele ano Edmundo se envolveu em um grave acidente, onde três pessoas morreram. O craque foi considerado culpado pelo acidente.
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Como brigou com a diretoria Rubro-negra, Edmundo foi emprestado ao Corinthians, para disputar a Libertadores de 1996. Fez belas atuações com a camisa Corinthiana, mas com uma tentadora proposta do Vasco, Edmundo aceitou sair do clube Paulista, sem dar satisfações à diretoria do Corinthians. No ano seguinte, Edmundo foi a principal arma do Vasco para conquistar o Campeonato Brasileiro, mesmo sem marcar gols na final, contra o Palmeiras. Edmundo ainda afirmou que aquele titulo era o mais importante de sua vida.
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Alias, o ano de 1997 foi muito importante para carreira do Animal. Naquele ano o jogador bateu dois recordes que já duravam décadas. O primeiro que foi quebrado no dia 11 de setembro, era o de maior goleador num único jogo. Edmundo marcou os seis gols da vitória por 6 a 0 contra o União São João de Araras. O recorde antes pertencia a Roberto Dinamite, Ronaldo, Edmar, Nunes e Bira, todos com cinco gols. O outro recorde quebrado pelo nosso ídolo era o de maior goleador da competição. Ao marcar três gols na goleada de 4 a 1 contra o Flamengo, no dia 3 de dezembro, o jogador bateu a marca de 28 gols de Reinaldo.
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Depois do final do Campeonato Brasileiro de 1997, Edmundo foi vendido ao Fiorentina da Itália. Apesar de o clube ter terminado o Campeonato Italiano no 3º lugar, a torcida acabou não perdoando o jogador que desfalcou o time para passar o Carnaval na cidade do Rio de Janeiro. Apesar das criticas por parte dos italianos, Edmundo foi convocado para a Copa do Mundo de 1998. E poderia ter sido a arma secreta do Brasil, quando foi escalado para o lugar de Ronaldo, que havia sofrido uma convulsão. Mas, o fenômeno “recuperou-se” do mal estar e jogou a partida. O final dessa história todos sabem.
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No ano de 1999, Edmundo foi comprado pelo Vasco por 15 milhões de dólares, até então a transação mais cara do futebol brasileiro. Um ano depois, o ano do famoso Mundial conquistado pelo Corinthians, que foi Campeão em cima do Vasco numa disputa de pênaltis, onde Edmundo perdeu a ultima cobrança do time carioca fazendo do Corinthians o campeão.
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Naquela temporada, Eurico Miranda prometeu a Edmundo que Romário sairia do time. Tal condição era a única forma de ter o Animal no Vasco. Porém, após recusar enfrentar o Palmeiras no Torneio Rio-São Paulo, quem saiu foi Edmundo. Foi emprestado ao Santos. Devido as suas criticas publicas ao atraso dos salários e da falta de qualidade do elenco, Edmundo foi reemprestado ao Napoli. Mas desta vez, sua passagem pela Itália não foi tão boa e seu time foi rebaixado.
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Cansado do ping-pong que sua carreira havia entrado, pois não conseguia se firmar em nenhuma equipe, Edmundo entrou na Justiça Desportiva em 2001 pelo direito de seu próprio passe. Após ganhar a batalha judicial, Edmundo transferiu-se para o Cruzeiro. Porém foi mandado embora do time de Minas após dar a seguinte declaração:
“Tomara que não faça gol. Se acontecer, vai ser por puro profissionalismo. Mas não haverá comemoração, porque não posso comemorar derrotas minhas, como torcedor vascaíno”. Para piorar sua situação, Edmundo perdeu um pênalti na partida.
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Não foi a primeira vez que Edmundo foi a Justiça por causa do futebol. O atleta processou Vanderlei Luxemburgo por um pagamento de divida com um cheque sem fundo.
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Após sair do Cruzeiro, Edmundo foi jogar na terra do Sol Nascente. O clube da vez era o Tokyo Verdy. Sua paixão pelo Carnaval do Rio de Janeiro era maior que toda e qualquer lesão. E, como havia voltado ao Brasil para fazer uma cirurgia no pé, Edmundo foi ao Sambódromo desfilou de muletas.
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No final de 2002, Edmundo saiu do Tokyo Verdy, mas não do Japão. Foi comprado pelo Urawa Red Diamonds. Mas três meses depois reincidiu seu contrato alegando saudades da família. No ano seguinte ele voltou ao Vasco, mas continuou com as mesmas reclamações de salário que foram feitas no Santos, e em 2004 se transferiu para o Fluminense, onde jogava Romário. Mas a dupla novamente não deu certo. Edmundo pouco jogou. Passou a maior parte do ano no Departamento Médico do clube.
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Após alguns meses parado, Zinho, jogador e dono do Nova Iguaçu convidou o amigo Edmundo para jogar ao seu lado. O Animal aceitou, mas fez apenas duas partidas com a camisa do clube Carioca. Uma proposta do Figueirense tirou Edmundo do Rio.
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Em Santa Catarina, Edmundo voltou a mostrar seu bom futebol. Foi o destaque do Figueirense no Campeonato Brasileiro de 2005 e salvou o clube do Rebaixamento.

As boas atuações chamaram a atenção dos Dirigentes do Palmeiras. E Edmundo assinou contrato com o clube Paulista. E no Campeonato Brasileiro de 2006, marcando 10 gols
o Animal tornou-se o 3º maior artilheiro de todos os Campeonatos Brasileiros com 136 gols, atrás apenas de Romário, com 155 e Roberto Dinamite com 190. Por coincidência ou não, os três craques do futebol Brasileiro são ídolos do Vasco.
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O ano de 2007 não começou muito bom para Edmundo que ficou parte do Campeonato Paulista fazendo preparação física personalizada. Mas mesmo assim terminou o Campeonato como vice artilheiro.
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Após o Campeonato Brasileiro, uma forte especulação criada pela imprensa dizia que Edmundo voltaria ao Vasco. E foi o que aconteceu. Ele saiu graças à chegada de Vanderlei Luxemburgo, um rival pessoal. O alto salário do Animal, R$ 120 mil, foi dado como motivo da dispensa do craque.
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O que a imprensa havia dito se concretizou. E para voltar ao Vasco Edmundo abriu mão de R$ 7 milhões. Lá jogava Romário e desta fez o Baixinho e o Animal fizeram as pazes.
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Passou 2008 e chegou 2009. E a idade também. Edmundo anunciou que encerraria a carreira naquele ano. E encerrou. No dia mais infeliz de toda a história do Clube de Regatas Vasco da Gama. Sua ultima partida como profissional foi contra o Vitória. Sua ultima partida como profissional foi a derrocada do Vasco, que foi rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro.
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Mas Edmundo não consegue viver sem o futebol. E por isso tornou-se comentarista. Durante o ano de 2009 trabalhou na RedeTV. Porém em 2010, o Animal assinou contrato com a Bandeirantes. Infelizmente, Edmundo que havia perdido a mãe no ano de 2007, vitima de um câncer, nosso ídolo terá que superar mais tragédia em sua família, pois seu pai também morreu. A causa? Um AVC. Mas a vida continua, e todos os torcedores do Palmeiras, Vasco e do Brasil estão do lado de Edmundo!
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Os ídolos costumam receber apelidos. Mas esse é especial. O Brasil se curvou a Edmundo. E o mundo conheceu o Animal.

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DANILO LARANGEIRA - Líder, determinado e guerreiro

Postado por Murilo Dias em quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

“Há 10 anos que o Palmeiras não conquista título de expressão [foi campeão da Libertadores, em 1999]. Eu digo sempre no vestiário que fica marcado o jogador que ganha titulo. Tem que vir com satisfação porque é uma equipe grande. Não tem dinheiro que pague ver seu quadro na sala de troféu do Palmeiras” - Danilo

Larangeira. Este é o sobrenome de um dos Guerreiros da Casa Azurra. Conhece?
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Nasceu no dia 10 de maio do ano de 1984, na cidade de São Bernardo do Campo, São Paulo. Ainda não sabe quem é?
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Considerado um dos melhores jogadores do Palmeiras em 2009, e livre das criticas da torcida, Danilo Larangeira tem um futuro bastante promissor.
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Começou sua carreira nas categorias de base do Paulista de Jundiaí, com 14 anos. No ano de 2003, foi emprestado ao Ituano, para ganhar mais experiência. E foi o que aconteceu. Danilo ainda aumentou seu currículo, com o titulo do Campeonato Brasileiro da Serie C do mesmo ano. Logo voltou ao Galo de São Paulo.
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O atual camisa 23 do Palmeiras fez 72 jogos, ao todo, pelo Paulista, marcando 4 gols. Sua grande qualidade técnica e liderança dentro de campo chamaram a atenção do Atlético Paranaense, que em 2005 contratou o jogador. Tornou-se capitão da equipe paranaense, de extrema confiança que torcida e treinador tinham no atleta.
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No Atlético, Danilo jogou, agradou a torcida e todos da diretoria. Porém, essa relação se rompeu. Dias antes de um jogo importante na luta contra o rebaixamento, contra o Fluminense, pelo Campeonato Brasileiro 2008, o técnico Geninho mudou o esquema de jogo do Atlético, e no novo esquema imposto, Danilo, foi para o banco de reservas. Insatisfeito e contrariado, o atleta abandonou a concentração sem autorização, alegando problemas pessoais.
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Geninho não perdoou. E afastou o jogador da equipe profissional do Furacão. Danilo ficou treinando no time B do clube, apenas para manter a forma física. O jogador admitiu ter errado, mas as desculpas não foram suficientes para fazer com que ele continuasse no time.
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O Palmeiras, assim como o Paulista, se interessou no jogador. O clube alviverde “ganhou” a disputa e conseguiu o empréstimo do jogador por um ano. Em troca, o Verdão cedeu Jorge Preá, que estava negociado com o Mogi Mirim, mas que teve o negocio desfeito para que Danilo visse para o Palestra. Além disso, o Palmeiras pagou uma quantia não revelada para finalmente ter o jogador.
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O “2º capitão” chegou juntamente com Mauricio Ramos para ser titular da questionada zaga alviverde que havia sofrido duas baixas: David e Gustavo. Sempre demonstrado determinação e confiança, os recém contratados tinha o apoio do até então técnico do Palmeiras, Wanderlei Luxemburgo.
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Outros jogadores foram contratados para complementar o setor defensivo. Marcão, Edmilson e Mozart vieram. Apenas Edmilson se tornou titular. E “curiosamente” apenas Edmilson continua no Palmeiras.
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Havia uma clausula no contrato de Danilo, dizendo que ele não poderia jogar contra o Atlético PR. Reconhecendo a importância do jogador, a diretoria Alviverde pagou o que o clube atleticano pediu e Danilo foi liberado. É o que a ganância faz... Ficaram com o dinheiro, mas perderam o jogo, pois o gol da vitória do Palmeiras foi marcado justamente por Danilo
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Jogar ao lado de um Guerreiro como Pierre faz com que qualquer jogador jogue bem. E Danilo foi além. Jogo com amor à camisa. Tornando-se um dos lideres dos Guerreiros da Casa Azurra. Foi o jogador que mais jogou no ano de 2009 pelo Palmeiras, tendo jogado 64 dos 71 disputados pelo time, sempre substituindo o Santo Goleiro do Palmeiras, na função de capitão da equipe.
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No fim do empréstimo o Palmeiras teria a opção de adquirir 50 % dos direitos federativos do jogador. Foi feito mais. Graças às grandes atuações, Danilo caiu nas graças da torcida e a Diretoria Alviverde, reconhecendo seu valor, comprou 80% dos direitos do atleta, por 1 milhão de Euros. O restante ainda pertence ao Atlético, para que numa futura negociação, o clube tenha lucro.
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Teremos Danilo até o ano de 2013, com a clara possibilidade de renovação.
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Qualidade técnica e liderança. Confiança e determinação. Hoje titular do Palmeiras. Um dia titular da Seleção

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